Balanço do Carnaval de Salvador 2015.

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O Carnaval 2015 marcou pela primeira vez o equilíbrio entre a folia com corda dos blocos de trio e o de trios independentes, minitrios e atrações no chão. Além disso, cresceu fortemente a participação e a qualidade das atrações nos seis palcos dos bairros e nos palcos do Samba e do Rock, além da Arena DJ. Isso faz do da festa desta a maior em termos de participação popular, um autêntico Carnaval para o folião pipoca.

Salvador provou que a cidade sabe como ninguém fazer a maior festa de rua do planeta. Teve espaço para os cerca de dois milhões de foliões, que este ano puderam escolher onde e como brincar. Comemorando os 30 anos da Axé Music, a festa incluiu muitas outras vertentes musicais, do arrocha ao pagode, do sertanejo ao rock, do ijexá ao funk. Teve de tudo.


Espaço cada vez maior para as crianças, que ganharam uma Vila Infantil Itaú repleta de atrações e diversão. Não faltou oportunidade para as pessoas com deficiência, os idosos, com os camarotes montados pela Prefeitura no Circuito Osmar, para quem quis ficar no seu bairro curtindo o Carnaval, e também para os que preferem os afros, os blocos de índio, os mais badalados blocos de trio ou um luxuoso camarote.

Termos como “sem cordas”, “participação popular” e “inclusão” se juntaram aos já tradicionais alegria, felicidade e festa. Igor Kannário, Luiz Caldas, Daniela Mercury, Saulo e muitos outros tocaram para o povo, para o pipoca como se diz em Salvador. Momentos inesquecíveis foram protagonizados por esses artistas, que protagonizaram uma profunda sinergia com a massa.


A estrutura montada pelo poder público garantiu a alegria. Milhares de profissionais, entre médicos, enfermeiros, fiscais, garis, ouvidores, engenheiros, arquitetos, montadores, motoristas, enfim, um exército de profissionais coordenados pela Saltur para garantir que tudo esteja pronto para que o folião só pense em alegria. Os postos de saúde, por exemplo, estão sempre lá, oferecendo desde o atendimento para quem bebeu a mais a cirurgias bucomaxilofaciais e até mesmo testes rápidos de HIV.

O Carnaval da pipoca é também o Carnaval dos serviços, é também o Carnaval da inclusão, é também o Carnaval cultural do furdunço e dos blocos afros, ijexás, de samba. A festa que celebrou os 30 anos da Axé Music foi uma apoteose de novas vertentes, de uma reinvenção do Carnaval. Trouxe um horizonte amplo para uma festa que é feita pelo povo e para o povo.


A Ouvidoria Geral do Município (OGM) realizou uma ampla pesquisa de satisfação no Carnaval de 2015. Os 50 agentes do órgão atuaram nos principais circuitos da folia ouvindo baianos e turistas, e também receberam colheram informações através do Disque Salvador 156. Foram registradas 13.315 manifestações. Destas, 91% estão relacionadas ao Carnaval. Os 9% restantes referem-se aos serviços rotineiros da cidade, que são solicitados através do Disque Salvador 156 e Portal Fala Salvador, totalizados através de 5.071 atendimentos.

Das demandas de todo o Carnaval, a maioria foi referente à organização do evento. Dentre os dados estão:

• 75% foram elogios a itens como: estrutura física do Carnaval, operação do evento e saída dos trios, organização do transporte e trânsito e a limpeza da cidade;

• 15% dos resultados estão relacionados às reclamações, tais como manutenção dos sanitários químicos, a exclusividade das cervejarias, a dificuldade na mobilidade, acesso aos circuitos e o número de linhas de ônibus. Todas as reclamações foram enviadas aos órgãos competentes para análise e providências;

• Informações, a exemplo de horários e localizações de trios, sinalização do circuito, resultaram em 8,3% dos registros;

• Solicitações de serviços e denúncias contabilizaram juntas 1,7% do total.

Podem ser destacados os serviços atendidos de prontidão a partir da coleta desses dados e repasse para os órgãos competentes: limpeza em sanitários químicos, retirada de veículos de via, reparo de iluminação, fiscalização de ambulantes com material proibido, regularização do ônibus de estacionamento remoto, dentre outros.

Em relação à avaliação dos serviços, a pesquisa identificou que, dos 16 itens avaliados pelos foliões, 15 tiveram avaliação positiva com índices superiores à 65%, com destaque para: infraestrutura da cidade e a iluminação pública, com 92% cada; a organização do Carnaval festa (88%), a limpeza Urbana (83%), o ordenamento dos ambulantes (82%), os serviços de informação da Prefeitura (82%), a atuação da Guarda Municipal (81%) e a sinalização dos circuitos (80%).

Com avaliação satisfatória também figuraram: os Postos de Saúde (79%), os sanitários climatizados e o ordenamento do trânsito (ambos com 75%), o controle da poluição sonora (74%), os serviços de táxi (69%), o ordenamento e disponibilidade de estacionamentos (67%) e o ordenamento do transporte público (65%). Com avaliação considerada regular pela Ouvidoria ficaram os sanitários químicos, tendo 71% de regular e 16% de ruim. É um ponto que deve ser melhorado para 2016. A qualidade do transporte público. Teve 65% de “bom” e “ótimo”, 23% de “regular” e 11% de “ruim”.

Operação - Na operação Carnaval de 2015, a pesquisa identificou um total de 12.129 manifestações registradas, sendo que deste total 75% de elogios, 15% de reclamações e

solicitações e 10% de denúncias. Dentre os 75% dos elogios, três serviços se destacaram: estrutura física montada para a folia, trânsito e limpeza dos circuitos. Os foliões também elogiaram muito o acesso aos circuitos no quesito transporte e trânsito. Dentre as reclamações, se destacaram os sanitários químicos, sobretudo em relação à quantidade, embora a Prefeitura tenha ampliado bastante o serviço em relação a 2014.

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