Ivete fala sobre a turnê americana, e as novidades do DVD dos 20 anos de carreira.

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Uma das mais bem-sucedidas artistas brasileiras da atualidade, a baiana Ivete Sangalo tenta agora uma segunda e maior investida nos Estados Unidos, onde se apresentou em 2010 em um único show no Madison Square Garden, em Nova York. Em viagem com a turnê Real Fantasia, ela já fez dois shows lotados em Oakland e Los Angeles e tem mais três agendados para este fim de semana, em Lynn (dia 16), Newark (17) e Miami (18). As apresentações, ela jura, não contam apenas com brasileiros, que compõem grandes colônias nas cidades selecionadas para a tour. “Tem bastante americano, também. Alguns acompanham todos os shows e até aprendem português, quer dizer, no meu caso, baianês”, diz aos risos Ivete, apresentada em reportagens americanas como a "rainha do Carnaval" do Brasil.

Apesar da investida no mercado americano, a cantora afirma ainda não ter planos de gravar em inglês. “Acho que isso tem de ter um porquê. Se eu traduzisse as minhas músicas, seria um desastre. Às vezes, o que faz sentido em uma língua, não faz em outra”, afirma Ivete, que lançou no ano passado uma música com a cantora colombiana Shakira e diz sonhar em gravar um dueto com Stevie Wonder. “Cantaria qualquer coisa com ele.”

Celebrando neste ano 20 anos de carreira, sete deles à frente da Banda Eva, ela se prepara para fazer em dezembro um super-espetáculo na Arena Fonte Nova, em Salvador, espaço com capacidade para mais de 50 000 pessoas. “Será um show de grandes proporções, como foi o do Madison Square Garden”, diz. A apresentação será gravada em DVD e deve embalar os shows da cantora no próximo Carnaval. 


Confira abaixo trechos da entrevista de Ivete Sangalo concedida ao site da VEJA.

Quem está na plateia dos seus shows nos Estados Unidos? A maioria é brasileira. Mas também tem muitos americanos. Alguns acompanham, alugam carro e vão a todos os shows. Eles até aprendem português para cantar as letras. Quer dizer, no meu caso, baianês (risos).

Tem vontade de gravar em inglês? Não tenho, porque acho que isso teria de ter um porquê. Se eu traduzisse as minhas músicas, seria um desastre. Às vezes, o que faz sentido em uma língua, não faz em outra. 

Como estão os planos para a comemoração dos seus 20 anos de carreira? Vai ser lindo demais. Será uma celebração da minha música. Estou ficando doida preparando isso daqui de longe. Mas estou preparando algumas releituras de clássicos desses 20 anos e vou cantar algumas inéditas, também, faixas que vão entrar no disco que eu pretendo lançar no ano que vem. Vai ser uma mega produção, parecida com a do Madison Square Garden. Tem de ser, né, afinal, são 20 anos. Mas, a princípio, não vamos ter convidados internacionais. Melhor dizer "por enquanto" (risos).

Em 20 anos de carreira, você conseguiu se manter relevante, apesar de o axé, por si só, ter perdido um pouco o espaço no mercado, que divide hoje com os sertanejos e o gospel. É, divide. Eu não acho que o axé tenha perdido popularidade. Na verdade, o que acontece hoje é que o axé não tem mais o monopólio que tinha antigamente. Isso aconteceu porque, com a tecnologia atual, as pessoas têm acesso a mais coisas. Mas é algo bom.

Você deu uma entrevista para a revista Billboard que causou certa controvérsia recentemente. Nela, você dizia que não gravaria uma música para a Copa do Mundo porque havia uma guerra entre os artistas para fazer isso. Não é que haja uma guerra, mas as minhas músicas que foram apropriadas pelo futebol não foram feitas exclusivamente para isso. Aconteceu. Nunca imaginei que Festa seria o tema da conquista da Copa do Japão, mas, quando vi, era isso o que estava acontecendo. Não acho errado criarem músicas para a Copa, mas não vamos ser tão pretensiosos. É o povo quem escolhe seus hinos.

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