Chiclete inova e faz retrospectiva no Festival de Verão de Salvador.

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Veterano no Festival de Salvador, o Chiclete com banana resolveu fazer diferente em 2013. Sem planejamentos exagerados, o vocalista e guitarrista Bell Marques resolveu levar os fãs que lotaram o Palco 2013 em uma viagem pelos 30 anos da banda e tocou, um a um, os maiores sucessos de todos os discos do grupo, ano após ano na noite dessa sexta-feira.


Por conta da ousadia e longevidade do sucesso do Chiclete, a apresentação se estendeu por muito mais tempo do que deveria, o que deixou os organizadores do evento de cabelos em pé. “Ô, produção. Tem mais tempo pra gente? Ainda estamos em 2007 aqui”, disse Bell em determinado momento da apresentação enquanto era pressionado a deixar o palco. Naquele momento, ainda faltavam muitas canções a serem tocadas para a galera, que aguentou firme pulando e gritando os clássicos da banda.
Aproveitando hinos imortais como Grito de Guerra, Ele Não Monta na Lambreta e Selva Branca, o grupo foi de sucesso em sucesso, como se tocasse uma coletânea ao vivo, com as faixas se intercalando e com poucos intervalos entre elas. No final, teve para todos, desde o fã das antigas, anterior à criação do samba-reggae, à parcela que viu o Chiclete virar um gigante de hits anuais que sempre marcam época.


Quando a música parava, Bell usava o tempo para comentar as situações da banda em cada período e citar em que disco cada uma delas estava registrada originalmente, um luxo à geração iPod, que baixa canções e esquece das obras. Mais à frente, sobrou confiança. “Vocês sabem que o Chiclete tem sempre essa opção de amar ou odiar, mas graças a Deus 99% ama”, disse o cantor.

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